quinta-feira, 12 de novembro de 2009

energia solar

Os japoneses não são mesmo deste planeta.
Enquanto alguns se vangloriam da descoberta de petroleo no pre-sal, os japoneses estão estudando uma forma de aproveitar a energia solar em órbita, e retransmiti-la à Terra. Incrível....
“Como se trata de uma forma de energia limpa e inesgotável, acreditamos que este sistema pode contribuir para resolver os problemas de insuficiência energética e do aquecimento da Terra devido aos gases causadores do efeito estufa”, explicam os pesquisadores da Mitsubishi Heavy Industries (MHI), grupo diversificado especialista em técnicas aeroespaciais. “A luz do sol é abundante no espaço”, destacam.
O gigantesco desafio científico e industrial coordenado pela Agência Espacial Japonesa (JAXA) parece saído da ficção científica, mas o Japão iniciou seus estudos para o projeto em 1998. Ao todo, 130 pesquisadores divididos em grupos de trabalho participam da iniciativa, e este número deve crescer a partir de agora.
No dia 1º de setembro, os ministérios da Economia, Comércio e Indústria (METI) e de Ciências e Técnicas (MEXT) confiaram o desenvolvimento do projeto à MHI e ao Instituto de Pesquisa de Dispositivos Espaciais Inabitados, que reúne 17 empresas, entre elas os grupos de eletrônica Mitsubishi Electric, NEC, Fujitsu e Sharp.
De acordo com os planos atuais, haverá várias etapas de desenvolvimento até o lançamento do dispositivo, previsto para 2030. Primeiro, “um satélite de testes destinado à experimentação da transmissão por microondas deve ser colocado em órbita baixa por um foguete japonês” nos próximos anos, explicou um dos coordenadores do projeto na JAXA, Tatsuhito Fujita.
Depois, os japoneses testarão a possibilidade de uma montagem automatizada no espaço (em órbita conjunta com a Estação Espacial Internacional, ISS) das peças para construir uma grande estrutura fotovoltáica flexível com potência de 10 megawatts (MW). Isto está previsto para 2020.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Como um pic-nic mudou a história

Três meses antes da queda do Muro de Berlim, uma parte da fronteira de 246 quilômetros entre os dois países ficou aberta por três horas, para que apenas os convidados do piquenique passassem para o outro lado da barreira. No entanto, os poucos guardas da divisa não impediram a fuga para o Ocidente de 600 alemães orientais que souberam da oportunidade e viajaram até a Hungria para aproveitá-la.
Segundo a versão mais aceita, a ala reformista do governo húngaro sabia que a situação era insustentável e queria verificar a extensão das promessas de reforma de Mikhail Gorbachev (1988-1991). O sistema de alarme "Sz-100", instalado ao longo da divisa entre 1965 e 1971 para substituir os arames e minas terrestres implantados em 1949, não funcionava. Obrigados a importar as peças de reposição da cerca ironicamente do Ocidente (a União Soviética, já em colapso, não fornecia mais o material), os húngaros realizaram em abril de 1989 testes secretos para desligar inteiramente o sistema.
Com o sistema superado moral, política e tecnologicamente, o governo desligou oficialmente a cerca dois meses depois, com o plano de removê-la inteiramente até 1991. Mas o que ocorreu nas semanas seguintes foi um processo acelerado de mudanças. Opositores húngaros, apoiados por membros do próprio governo, conseguiram organizar com Otto von Habsburg, aspirante ao trono do Império Áustro-Húngaro, o Piquenique Pan-Europeu. Em 11 de setembro de 1989, o governo húngaro abriu suas fronteiras definitivamente.